Díada

Art: Rafael Alvarez

Art: Rafael Alvarez

Duas eu sou

gêmea de mim mesma

dupl’alma e reflexos

num espelho sem faces

compondo-me díada.

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Confluências

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Captou-me,

raptou-me

atraiu-me em alma,

Voei-me em céu,

e entre nuvens

tu vens.

 

Encaixamo-nos,

sem amarras, livres.

Elo e nós [nós] perfeitos.

 

Coração gritou,

cabeça girou,

paixão em carrosséis,

numa instabilidade estável.

 

Senti-lhe, tocando-me

com olhos sinceros

e lábios melódicos,

cantavam-me sorrisos,

pediam-me afeto.

 

Respirei e entreguei-lhe.

Capotei em sentimentos,

transbordei afeição,

afoguei-me em ternura

e percebi

em seu caos encontrei

minha calmaria.

 

 

Art by Ron Hicks Fine Art

E essa tal (espera)nça …?

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O que é mais comum a cada novo ano que começa? O ser humano se enche de esperança… Eu até admiro esse processo de renovação, mas existem peças que precisam se encaixar. Calma, não brigue comigo, irei explicar.

Sim, ter esperança nos mantém vivos, nos motiva a seguir em frente. Porém, temos feito da esperança um processo de apenas esperar. E nessa espera, o tempo passa, o ano passa, e quando nos damos conta, para onde foi a nossa esperança?

O que fizemos?

Mas aí, chega mais um final de ano, e olha a Dona Esperança de novo, nos transbordando de sentimentos, num ciclo vicioso.

Quer um conselho? Se é que estou em posição de dar algum…

Não tenha apenas esperança… Tenha atitude, tome as rédeas da sua vida, segure firme e galope.12540363_973685506052639_685583935_n

Enquanto escrevia, por diversas vezes me lembrei do filme Toy Story e da minha frase preferida dele:

 

“Ao infinito e além…” e acho que é bem isso.

 

Tenha esperança, crie motivações, tenha atitudes e encontre o seu lugar.

 

Texto por: Mara Santos

Fotografia Viva [Parte II]

fotografias

 

 

 

 

[…] [Parte I]

Seus olhos desaguavam memórias, as imagens borraram em sua vista e por um momento assustou-se ou ver seu eu de 10 anos sorrindo e acenando energicamente, a fotografia estava em movimento.

E como uma cascata de dominós, a cada piscada de pálpebras, as imagens começaram a descongelar. Encontrou-se encarando seus diversos eu’s, suas eras passadas, em cada momento da vida que a transformou na mulher que é hoje. Segurou uma fotografia em particular que chamou sua atenção. Nela, tinha três anos de idade, usava um uniforme de escola, com uma lancheira na mão, e estava chorando. Continuar lendo